quinta-feira, agosto 27

Sinto falta dos títulos - protesto vivo e latente - blogspot me devolva eles!

Tem fama quem deita na cama. Eu deito muito, não só isso, quanto rolo, ronco e babo nela. Mesmo em figura, acho inválido pregar. As vezes o fanatismo cansa - eu ia trazer isso aqui.
Configurar sua opinião é mais que devido. Ninguém tem uma verdade algoz, deixa pra lá e consuma só o que acha melhor. Viva, sabe?
A sociedade implicita tanta porcaria nas condutas, eu não culpo ela, não atribuo poderes e nem características humanas, como se fosse uma vilã de quadrinhos. Como disse, se você humaniza, acaba trazendo as entrelinhas em tuas ações. Acho que merece destaque, não torne alvo da frustração o que te parece infeliz - auto-ajuda mesmo, das mais infâmes, merecemos!

quarta-feira, agosto 26

Títulos já - continua protesto isolado no ínicio da postagem.

Cárcere privado é isso. É se libertar da liberdade, vai se aprisionar um pouco! Liberdade demais te deixa sem norte, é ser perdido e pequeno na imensidão. Você é pego pela tristeza, golpe bem baixo, te pega por trás não tem como reagir. A procura toma outros lugares, o medo e todo o resto. Não é tão ruim estar em você, procurando estar em você mesmo sem procurar outro você alí em você. Quero que aprenda a parar de falar sobre você. Sobre a liberdade e sobre o que quer, só desejo nos fundilhos da calça que você, sim você, fique mudo.

Se a liberdade sufoca e o cárcere vira o ''você'', corre pra mim. Vem pros meus textos, vem pro meu mundo - seja um tonto sem juízo. Vai colocar o degradê de azul e rosa, escrever nome de planeta e falar de coisas que não tem sentido! Vai pegar no batente e surtar. Só se mexe - mova-se. Eu escrevo antes dos dias e depois dos tempos. O X é a letra mais irritante do alfabeto, faz tudo parecer grosseiro: Xepa. Xampú.
Olha, o que você tem que fazer é correr e não ter medo de usar o que parece feio. Eu acho este texto feio e mesmo com o X no meio do texto, eu deixo ele ir assim.

terça-feira, agosto 25

Quero meus títulos - protesto isolado no ínicio da postagem.

As vezes dançamos demais por tudo e não queremos nada. Toda criança faz isso com as papinhas de maçã e banana.
Como decidir?
Será que não podemos ficar com as duas. Eu gosto dos dois brilhos - das duas cintilantes vontades de opostos lados - do polar ártico e dos campos em Salisbury. Não é um dilema, só torna-se se você quiser tornar. Digo, eu preciso de todo o sangue e também de todo borrão no papel, eu preciso do abraço apertado que ganho com o olhar doce, mas preciso inalar a morte clara, aquela em pó que parece talco de nenêm. Se eu lhe dizer que mudei você acredita? Não, nem eu. Ninguém muda - flexiona-se ao desejo - mentira.
As vezes resolveria o problema com papinha de laranja, mas não dá pra fazer com laranja. É azedinho, seria perfeito. Será que os sonhos podem ser um bom quadro de papinha de laranja?
Eu costumava guardar a interrogação na minha gaveta do armário, mais precisamente na terceira. Elas são curvadas e me remetem a velhice, será que to ficando repetitivo? Nenêm ou ancião?
Vejo que minhas voltas de oito e as circulares me levaram pra um ponto: a dúvida.
O Cartola me consola bem nos versos e a Marisa na voz. Enquanto isso, retiro minhas interrogações pra uma torrencial faxina.

segunda-feira, agosto 24

Leia!

Um copo d'água é mais que um saboroso alimento - não é alimento, é elixir.
Sabemos que está lá por contornos, curvas e adereços simples. Formas sem estética, que trazem mais que vontade de consumir. É uma delicia, é uma refrescante ideia. Não tem cor e tem todas que capta, sem sabor e com o sabor do que adequa, odor tem! Eu acho. Me remete a pedras e cascalhos, penso em espaços de terra, chuva e tudo que é frio sem ser agressivo.
Imagine um instante se eu sou copo, o que pode ser o d'água?

sábado, julho 11

Fim das contas.

Me perguntaram tantas vezes, que eu tinha que dizer.
Não bastava dizer, eu tinha que publicar, gritar, sair correndo com uma placa no pescoço, uma faca na mão e um corte no braço ameaçando um suicídio. Confessar tudo que estava intalado.
Subir e descer quinhentas vezes no elevador, só pra provar que meu medo era falta de costume. Hoje eu desço e subo sem notar que não sinto mais medo, ainda com ele engasgado na garganta, mas sem senti-lo. Sempre minto, ainda digo que tenho medo, mas eu sei que não tenho mais. To dentro das minhas letras, das frases repetidas, da poesia coesa, das vírgulas inapropriadas, da falta de sentido. O bisturi no lugar das teclas. De repente o branco não é mais um adjetivo das minhas crônicas sobre mim mesmo. A pausa no tempo já não é mais o meu amor, a minha atriz principal, meu número predileto. É o meu nariz entupido de manhã, torcendo pra não ser H1N1, não por medo de morrer, por simples falta de tempo. Sem tempo pra ficar doente e morrer, como se morrer tivesse nos planos secundários, tenho que me formar antes, depois residência. Depois ala cirúrgica e então paramos. Na mesa de operação? Não, na frente dela cortando a cabeça de alguém que tem mais tempo do que eu pra morrer. Só que eu não vou poder deixa-lo morrer, então, eu acabo tirando o direito dele ter tempo pra morrer. Isso porque no fundo tenho ciumes dessa oportunidade que eu não tive. Ele é um cineasta rico. Assistiu tudo que podia ser considerado belo e teve tanto talento que criticou tudo e levou consigo todo mundo, todos deixaram de achar belo porque ele quis assim. A cabeça dele aberta nas minhas mãos. E o filho dele também, eu farei o parto do herdeiro do cara que eu não me tornei.
Ninguém me pediu isso, não fui covarde - pra onde as pessoas queriam que eu fosse?
Não abandonei meus sonhos, só me cansei de ver todos viverem eles por mim. Não to falando do sonho de cada um, sim, dos intrusos que se enfiaram nos meus. Troco os signos pelas vidas.

E o tempo se encarrega do resto.

Dos eficazes

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