
Sorri para o garoto da venda ao lado, sempre ouço seus gritos de madrugada, lamentando uma perda - talvez pudesse ser divertido tê-lo por perto.
Vi os furtos e trapaças mas deixei passar. Eu estava cercado disso, embora tivesse um sorriso cândido quase fluorescente. Os becos da Princess Street estão vomitando redenção. Isso é um pesadelo para meus negócios - esteve ruim, mas o tempo deu aos Galtieres fuga e domínio.
Ouvi de uma freira, outrora, que o garoto da venda estupra pequenos animais. Disse-me também que ele tem volúpia por homens casados e arrematou seu depoimento jurando que ele tinha um pacto com o demônio. Mas nunca ouvi os católicos, afinal, por eles eu estaria queimando.
As luzes deste lugar - não há como viver sem elas. Um só instante, quando os semáforos abrem e fecham, os carros com seus faroletes, o relógio das horas viradas. Talvez seja esse o motivo do garoto, não sei.
Comi uns hamburgueres sem pensar no futuro. Não penso nisso, nem nos meus sonhos mais profundos pensei.
Eu ri quando ele me chamou de Justine - Meu nome é King cara!
Ele era intuitivo e muito perturbado, talvez ele gostasse mesmo de pequenos animais.